Advogados ofereceram propriedade de US$ 3,75 milhões como garantia e disseram que ela entregará passaportes e ficará confinada em casa Nova York, usando bracelete eletrônico; decisão será anunciada na terça.

Ghislaine Maxwell foi acusada de seis crimes ligados ao tráfico e abuso sexual de menores.

Ghislaine Maxwell em uma coletiva nas Nações Unidas, em 2013 UNTV/Divulgação/via Reuters Advogados de Ghislaine Maxwell, ex-namorada e colaboradora do falecido mega investidor americano Jeffrey Epstein, pediram nesta sexta-feira (10) a um juiz de Nova York que ela seja liberada em troca de uma fiança de US$ 5 milhões. A britânica de 58 anos, 'jet setter' dos dois lados do Atlântico, foi acusada na última semana de tráfico sexual de meninas para satisfazer os desejos de seu parceiro.

Epstein foi preso e acusado de tráfico sexual de menores de idade, em julho do ano passado.

Ele se autodeclarou inocente, e um mês depois cometeu suicídio na prisão, onde aguardava julgamento.

A mulher, filha do falecido magnata da imprensa Robert Maxwell, nega "fortemente" as acusações, e "tem como intuito combatê-las", afirmaram seus advogados em documentos apresentados à Procuradoria Distrital Sul de Nova York.

Eles alegam que não há risco de fuga e pediram à juíza, Alison Nathan, que a libertasse em troca do pagamento de uma fiança de US$ 5 milhões, assinada por seis dos seus sócios, e garantida por uma propriedade de US$ 3,75 milhões no Reino Unido.

Os advogados disseram que, se a fiança for aceita, Maxwell entregará às autoridades seus passaportes dos Estados Unidos, França e Reino Unido, e ficará confinada em uma casa localizada em Nova York, usando um bracelete eletrônico.

Eles alegam que por causa da pandemia do novo coronavírus, Maxwell está em "risco grave" por causa do alto contágio nas prisões.

A audiência para discutir a fiança será na próxima terça-feira às 14h de Brasília.

Os promotores pedirão que Maxwell seja mantida na prisão.

Em 2 de julho, Maxwell foi acusada pela Procuradoria do Distrito Sul de Nova York por seis crimes, relacionados a recrutar meninas - uma delas com apenas 14 anos - com o intuito de satisfazer os desejos de Epstein e dos seus amigos ricos e poderosos, além de levá-las para outro estado com esse objetivo entre 1994 e 1997.

Ela também é acusada de participar de abusos e mentir para a Justiça sob juramento.

Caso seja considerada culpada, Maxwell pode pegar até 35 anos de prisão, segundo os promotores.