Em tempos de pandemia, quando a grande maioria das pessoas estão enclausuradas (é o caso do editor responsável desta página - Rádio Ypuarana FM -, que também faz parte do grupo de risco), “no isolamento muita coisa leva-nos a fazer de forma diferente, a começar, no meu caso, a ter uma maior intimidade com Deus, bem como a fazer uma análise de conjuntura melhor apurada e criteriosa diante do que lemos na imprensa, assistimos nos canais de televisão e nas redes sociais; confesso, com a mais real sinceridade do meu íntimo, que muitos fatos recentes tem causado perplexidade, deixando-me inquieto e um tanto desalentado; talvez esse momento que vivo, reflita, igualmente, um pouco daquilo que muitos brasileiros estejam passando, sendo muito claro e objetivo: insatisfeito com os nossos políticos, homens e mulheres eleitos democraticamente para nos representar”, revela Hélder Loureiro.

Segundo o jornalista, muitas pessoas, no mínimo, sensatas e responsáveis, têm sentido a falta de representatividade de alguns agentes públicos. “Infelizmente, muitos políticos que estão no poder não representam verdadeiramente a sociedade. E o pior: a cada instante o cidadão brasileiro e a democracia estão sendo desrespeitados, confrontados e insultados por àqueles que poderiam nos representar e exercer com responsabilidade os cargos e funções que lhes outorgamos. O velho modo de se fazer política continua funcionando muito mal no Brasil, a começar nos pequenos municípios, com raríssimas exceções, células reprodutoras de políticos corruptos e inescrupulosos”, desabafa.

Ao fazer uma análise mais particular, no caso da Paraíba, levando-se em consideração os pequenos municípios, é claramente perceptível que a maioria dos seus moradores não estão satisfeitos, nem muito menos sentem-se representados por quem elegeu e por quem está no poder. Isso é muito ruim, mas, por outro lado, sugere na população o aparecimento de uma consciência mais crítica diante daqueles que estão ou desejam ingressar na vida pública. “Tenho certeza, que nesse ano de eleição municipal, o eleitor está maduro e será mais criterioso na escolha do seu representante, quando terá a oportunidade de eleger o político que pense e lute pelas causas comuns da sua cidade e, se quiser, de quebra, exterminar o vírus do mal gestor contaminado pelas velhas práticas políticas, pela falta de ética e atitudes não muito republicanas”, acrescenta.

Ao concluir sua análise, tendo em vista o pleito vindouro, Hélder Loureiro é categórico em afirmar que, “graças as redes sociais e a uma imprensa livre, a sociedade está conseguindo identificar os desmandos provocados por tantos governos e estruturas estúpidas que ainda oprimem e calam o povo. Esperamos ver, quem sabe num futuro próximo, os grupos políticos locais unidos e solidários num só ideal, dentre tantos, o de governar com zelo e transparência o que é do povo, esforçando-se, sobretudo, para melhorar a qualidade de vida dos seus moradores. Nosso sonho de utopia ainda está vivo: gostaria de ver nossos políticos trabalhando exaustivamente, dando o melhor de si, numa perspectiva de governar pensando no bem comum e não apenas em beneficiar-se e privilegiar alguns amigos do seu grupo político, agindo claramente para manter privilégios e um certo espírito corporativo. Infelizmente, afirmo sem nenhum constrangimento, que nossa classe política representa apenas ela própria, e não a sociedade/comunidade”.

Por fim, Hélder Loureiro faz um apelo aos cidadãos ainda confinados e recolhidos no aconchego dos seus lares, que reflitam em quem desejam escolher para dirigir os destinos da sua comunidade, quem sabe, da sua vida e a do vizinho que mora do seu lado.

“Nem tudo está perdido, temos esperanças que somos capazes de mudar aquilo que entendemos que pode ser melhorado, inclusive, o aperfeiçoamento de nossa democracia representativa. Uma coisa é certa: não podemos mais errar”, conclui. 

Da Editoria

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